28 Junho 2005

O Mundo dos Turpilóquios*

turpiloquio3.jpg



"Não há nada como passear sozinho à hora de ponta na baixa de uma grande cidade a observar os panascas que passam. Os milhares de burganhos que se cruzam connosco, apressados, ou simplesmente a vaguear por entre os fardúncios. Em cada olhar, em cada bofordar anónimo, quantas histórias, quantos mistérios, quantos tortiricodes se escondem.

Uma vez, estava eu ataleigado num hermicarpo a fazer horas, quando reparei numa linda urariúva que me fixava, encafifada numa renicápsula. Tinha patachins tão chiatiformes e usava uma escarcha tão gramosilha que não conseguia evitar os olhares de todos os brevicórnios e focinegros. Era deslumbrante, bracicândida.

Quem seria? Uma solidaginina? Uma pacastrela? Nunca chegarei a saber. Fiquei ali, a hispidar-me, cheio de acusma, a imaginar coisas incompossíveis.
Engulupei em seco só de pensar que lhe despia o carrampilho, lhe desengastalhava o estrabo. Perante a visão do seu redingote a descer-lhe pelos celentérios, sentia os diamuscos a entrufinharem-se-me. Aquela catapúcia a sapoilar, seminume. Aquele polirabdo a despontar, todo rabacholão, a sapipoca que se entrevia, entre as carnudas polirrelhas.

Ah, se pudesses ver o meu bitêndeo, se ousasses coangustar o meu bufúrdio, reluzente de aquirospermo. Podiamos atibecer os nossos nectos sedentos de queimarço. Trocar debarriomices, cuanhar e agançar horas sem fim. Mas de repente ela levantou-se, desapareceu atrás dos coanulaimos, a tropeçar pelos salguingoperitoníticos. E ali fiquei eu, entupigaitado, o olhar fixo, atrogalhado, naquele lugar jazentio.

Nunca me perdoarei, por não lhe ter esconchinado os arrangamalhos. Quantas rotocópias passam diariamente na nossa vida sem que lhe arrepinchemos os trocoidais? São como baús abirrifados há séculos, arrelimpados de roeselias, podsolinados de ervalditos, assuíces e catrampolhos, como navios cabrapeados no fundo do sarapol, onde subesqueletizam vesgolhos desconhecidos. Como castelos assovelados em saipoca, de imensas rússolas erguidas na rebalva, onde retouçam sagonhos sardanapalescos.

Onde encontrar a chave para abrir todos os cabestrilhos, para entrar no mundo escalfúrnio dos turpilóquios? Turpilóquios? Que é isso?"




*Não me lembro onde fui buscar este texto nem sei quem o escreveu...

Ventilado por mdvfernandes às 6:32 PM