Este barco onde estou
já não vai a lado nenhum.
O mar
cansou-se de o empurrar
e o vento debandou para o Golfo do México.
Está
escuro,
a bússula perdeu o Norte
e faróis, nem vê-los...
As
estrelas!!
Ah, as estrelas dizem-me que
se calhar vou ficar aqui
um
bom bocado à espera...
Um rebocador dava um certo jeito.
Levar-me
não sei para onde
que não sei para onde é já ali.
Eu
só queria mesmo
é que me desencalhasse o raio do barco
deste
banco de areia
que não vem em nenhum mapa.
Este barco
onde estou
deve achar que é um barco fantasma
Eu não acho.
Eu
acho é que está a precisar
de umas velas novas.
De
repente,
pareceu-me ter algo importante para dizer
mas afinal
não...
...em que é que ficamos...??? Temos manifestação, temos revolução, temos greve, entregamos isto aos espanhóis, ou ficamos em casa a jogar ao Medal of Honor...???
Diz quem sabe, que os ingrediente essenciais numa
receita (principalmente de doces), são muito amor e carinho. Digo eu que se pudermos juntar um bocadinho de
música, o resultado será porventura e para não me perder em adjectivos, perfeito...
Foi a pensar nisso que foi
idealizado o objecto (iMix) que irá satizfazer todos(as) aqueles(as) que queiram juntar o útil (bater as claras em três tempos) ao agradável (ouvir uma musiquinha no leitor mp3 da moda que toda a gente deseja).
Quem é amigo, quem é...?

...desculpo.
Como diz o outro, as desculpas não se pedem, evitam-se...
no Público de Sexta-Feira, 9 Setembro 2005.
...há uns tempos para falar neste disco pois não me canso de o ouvir.
Trata-se de "Surrounded" de Dave
Tipper e é um dos primeiros discos de música electrónica a ser
editado em formato DualDisc
(a edição é de 2003). De um lado CD normal e do outro DVD-Audio que
incluí uma versão do álbum em formato Dolby Surround 5.1 (daí o título),
vídeos e mais uns quantos extras. Infelizmente ainda não pude usufruir
do prazer de ouvir o disco neste formato e se calhar vai ser um bom
pretexto para investir num sistema um dia destes.
Em relação a Tipper
posso dizer que é inglês, possuí um dos sistemas de Car-Audio
mais potentes do mundo o que lhe valeu um problema de ouvidos e
normalmente compõe
a sua música num portátil iBook...:-)
Este último detalhe serve apenas de desculpa para agradecer à Isa
ter-me dado a conhecer o Gnod
há uns tempos atrás pois foi lá que conheci o moço...
"Take
seven hundred hours of surround studio time, add incredible art and
videos and the result is one of the most remarkable and innovative discs
ever produced. ‘Surrounded’ is a down-tempo driven musical immersion
created specifically for 5.1 utilising the latest technological
advances…" - High
Fidelity Review
Em tempos sofri de uma "doença" chamada audiofilia aguda. Durante alguns
anos dediquei muito do meu tempo e algum dinheiro na esperança de ter em
casa um sistema de alta-fidelidade
(reparem que não disse aparelhagem) com o som perfeito. Como um
verdadeiro audiófilo, preocupava-me com todos os detalhes que podem
influenciar a qualidade de som à saída das colunas.
Todos
os componentes, amplificador, leitor de CD's, colunas, etc, têm que
combinar entre si. E quando digo combinar não estou a falar de terem que
ser todos da mesma cor mas sim das suas características sónicas. Ou
seja, um amplificador pode tocar melhor com este par de colunas do que
com aquele...Este leitor de CD´s tem um som muito "áspero", se calhar
soa melhor com aquele amplificador...
E depois, quando já
começamos a fazer contas ao dinheirinho que gastamos, vem a parte
melhor. Não se pode gastar mil euros num par de colunas e depois
ligá-las com fio de candeeiro...Nem ligar o leitor de CD´s com os cabos
de origem. As regras da proporcionalidade e do equilibrio sonoro exigem
que tudo seja ligado com cabos a condizer. E na hora de montar tudo, lá
vai mais uma mesa especial e uns suportes para as colunas tudo assente
em spikes por causa das vibrações.
A seguir
devoram-se todas as revistas
da especialidade e descobrem-se aqueles truques que não lembram ao diabo
e só nos fazem gastar ainda mais dinheiro para "melhorar" ainda mais o
som... Um dia, em casa de um amigo, descobrimos que a "aparelhagem" que
ele comprou no LIDL por 99 euros toca melhor que a nossa...(Não, não foi
o que se passou comigo...:-)
No que me diz respeito, acho que
tive o bem senso de não cair em exageros. Na altura preocupava-me com
"pormenores" como a profundidade da imagem estéreo, palco sonoro,
ressonância dos graves, dinâmica, passava horas a tentar acertar com a
posição das colunas e comprava CD's de referência por causa da qualidade
de som e não porque gostasse da música.
Quando descobri
que o estatuto de superioridade sónica é, quase sempre, fruto da
imaginação, um fenómeno psicoacústico estimulado pelo preço exorbitante,
pelos acabamentos sofisticados e críticas exacerbadas, válidas para
centenas de aparelhos, consoante o crítico e a revista, mandei tudo às
urtigas e passei a tirar mais prazer da música. Aderi até, ao mp3, coisa
impensável para os ditos audiófilos puristas.
Hoje em dia, 80% da música
que oiço é no computador ou no leitor mp3. Acaba por ir dar tudo ao
mesmo: um conjunto de aparelhos capazes de armazenar dados e amplificar
sinais eléctricos de baixa frequência, que por seu turno deslocarão,
através de um processo electromecânico, o ar, produzindo ondas sonoras!
Nota:A
imagem em cima pode não parecer mas é a de um "simples" leitor de
CD's...:-)

Hoje ouvi qualquer coisa na rádio sobre Paul Auster e
não consigo lembrar-me o quê...
Foi neste exercício que me veio à ideia uma cena de Smoke
(Fumo), um filme de Wayne Wang e
escrito/co-realizado por Paul Auster.
O filme conta a história de uma tabacaria de Brooklyn e dos seus clientes habituais. Na cena inicial, Paul
Benjamin (William Hurt) conta a história de uma
aposta entre Sir Walter Raleigh
(introduziu o tabaco em Inglaterra) e a Rainha Isabel I.
"Apostou ele que conseguia pesar o fumo de um charuto. Pegou num charuto inteiro e pô-lo numa balança.
Pesou-o. Depois acendeu-o e fumou-o. Cuidadosamente foi pondo as cinzas no prato da balança. Quando acabou, pôs
a beata na balança com as cinzas e pesou tudo. Depois subtraiu o peso encontrado ao peso original do charuto
inteiro. A diferença...era o peso do fumo."
Como estava previsto este blog sofreu um deslocalização para outras
paragens. Nada de dramático, não ouve falências fraudulentas nem
despedimentos em massa. Apenas uma mudança de alojamento. Os ares no
pântano onde reside o batráquio verde estavam a ficar irrespiráveis de
modos que vim "cantar" para outra freguesia...
A
"migração" acabou por ser simples mas trabalhosa. Como os Blogs do Sapo
não permitem fazer a coisa automáticamente teve que ser tudo à mão, ou
seja, tive que meter todos os posts e respectivos comentários no novo
servidor um a um...Dou graças por a produtividade não ter sido muita
como tal foi trabalho para apenas um dia...
A aplicaçãozinha que me
permitiu fazer isto, o Thingamablog,
é uma peça de software bem interessante e evitou-me, pelo menos para já,
meter-me em Wordpresses, MySql's e quejandos...
O sistema de
comentários é que teve que ser repensado e neste momento encontra-se em
fase de testes a ver o que o Spam faz com ele...
Entretanto,
o Radio Blog está de novo activo e com muita música. Semanalmente e como
ando com falta de ideias para o resto, vou para lá metendo umas coisas
novas portanto se gostam, vão ouvindo...
...que têm em comum Keanu
Reeves (actor), Salma
Hayek (actriz), John
Zorn (músico, compositor), Michael
Rother (músico, compositor, ex-Kraftwerk) e eu (nada de
especial)...??
Pois, fazem todos anos no mesmo dia...:-)
Pronto, agora que já chegaram, deixem-se ficar sentados que eu já volto...